Julieta x Giulietta – PARTE 6

Eu estava adorando a aula, fazia mesmo o meu tipo, e já me mostrei muito fluente no assunto, o professor me adorou depois de saber o meu nome, e ficou sem palavras quanto a minha resposta direta de antes…

O intervalo foi sinalizado, era-se de meia hora, já que por ser período integral… Eu até que tentei me socializar, mas, achei as pessoas muito diferentes de mim, creio eu, por meus costumes serem diferentes, não sei, pois quase todos daqui, são de famílias ricas então são da mesma classe do que eu.

Decidi ir para biblioteca ler livros, sobre a nossa família… E achei um livro chamado “Julieta”, e comecei a folhear… Contava uma outra versão da nossa história, usando o nosso nome, os Tolomei… E fiquei muito focada no enredo, que nem percebi aproximação de uma moça.

— Posso me sentar com você? Eu sou nova aqui também… E me senti meio perdida nesse lugar.

— Claro, sente-se, fique a vontade senhorita… Tens um sotaque italiano, és de qual cidade? Pelo sotaque me parece ser de Verona!

— Si, sou de lá, e pelo visto você também é, dificilmente encontrar italianas aqui nessa Universidade. O que está lendo?

— A história de Romeu e Julieta… Como as pessoas gostam e se intrigam com essa história, e quando souberem, que não foi Shakespeare quem escreveu? Quando o mundo souber… Será uma catástrofe mundial…

— Eu sou apaixonada pela história… Eu tenho uma ligação imensa com essa história, ela mexe comigo. Desde pequena meus pais liam pra mim a história de Romeu e Julieta.

— Finalmente uma mulher do mesmo gosto do que eu! Eu também tenho uma ligação muito forte com essa história imortalizada por um conde inglês que preferiu usar um simples ator de teatro pra tomar à frente suas obras magníficas de amor. Gostarias de mais tarde andar à cavalo comigo?

— Mas é claro, eu adoraria… Eu amo andar a cavalo, me faz se sentir mais próxima do céu, e da liberdade. Eu sonho com a liberdade… Tenho tantos sonhos.

Eu havia me encantado por ela, uma moça muito simpática e linda… Tinha uma beleza desigual. Ficamos conversando tanto, que perdemos a noção do horário… Que até esquecemos de perguntar uma a outra o nome (Risos).

— Não nos apresentamos…

— Ah! É verdade… Eu me chamo..

O sinal bateu, e havia acabado o intervalo, nós demos um abraço forte e ganhei um beijo doce no rosto, dessa moça incrível que eu havia conhecido, meus pais precisam conhecê-la! Irei levá-la hoje mesmo em minha mansão, uma nova amiga, e talvez amante… Fiquei feliz, e voltei pra sala, pensando naquele sorriso dela, e a voz calma.

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