Julieta x Giulietta – PARTE 7

O professor falava, e eu olhava pra janela lá fora, sonhando em encontrá-la novamente, é a garota mais bela que eu já vi aqui… E eu comecei a descrevê-la em rascunhos.

“Meu coração amou antes de agora? Essa visão rejeita tal pensamento,pois nunca tinha eu visto a verdadeira beleza antes dessa manhã.”

— Senhorita TOLOMEI!
— Si, maestro?
— Poderia ler… O que acabara de escrever? Em voz alta… Por favor.
— Mas são meus pensamentos, é privacidade minha…
— Ordeno que leias… Já que não prestares atenção a nenhum momento na minha aula.
— Já que insiste…

Eu me levantei da carteira, levando o caderno comigo até a frente da sala, e comecei a ler pausadamente.

— Meu coração amou antes de agora? Essa visão rejeita tal pensamento, pois nunca tinha eu, visto… A verdadeira beleza antes dessa bela manhã.

— Você quem escreveu isso?

— Duvidas da minha capacidade intelectual, maestro?

— Não jamais! É que… Esssas palavras suas… São idênticas as de que Romeu Montecchio usou para sua amada Julieta Capuleto.

— Não é possível! Isso é besteira de sua parte, NÃO ZOMBES DE MEU SOBRENOME!

Eu agredi o maestro, e o puxei pela gola da blusa encarando-o com fúria.

— Olha aqui, se me humilhar novamente! Eu irei acabar com sua vida! Eu sou uma Tolomei, e ordeno respeito a isso. Não tolerarei mais ficar na sua aula, irei me retirar e só voltarei aqui, quando você tiver saído daqui.

— É impossível me tirar daqui! Sou o melhor professor de gestão empresarial de Harvard.

— Duvidas? Bom saber que duvida… Adeus, querido maestro!

— Espere… Se duvidas do que eu disse, vamos conversar com uma professora de literatura, ou bibliotecária.

Eu não dei ouvidos, saí correndo pelos corredores à procura daquela misteriosa moça, e assim convidá-la pra sairmos daquele lugarzinho. Quando eu me esbarro justamente com ela, que estava a mexer no armário…

— Olá… Desculpe.

— Ei! Nos encontramos de novo…

— Vamos embora daqui? Irmos pra minha casa?

— Mas… Eu ia pra minha aula.

— Por favor… Eu gostei muito de sua companhia! Eu não quero ficar assistindo aula hoje, e sim andar à cavalo contigo.

— Que fofo, o que me disse, irei guardar isso em meu coração… Então vamos, onde está o seu cavalo?

— Na fazenda aqui da Universidade…

Fomos correndo e rindo, como duas fugitivas adolescentes, e de mãos dadas, como era lindo ver o sorriso dela, não sei se ela percebeu, mas, estou encantada por ela, tão doce… De traços nobres.

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