Julieta Capuleto x Giulietta Tolomei – PARTE 14

— Julieta… É você mesmo?

— Sim, a própria… E quem é você, pirata? Tire esse tapa olho…

— Não me reconheces pela voz?

Julieta olhou com mais calma pra meu rosto, e quando tocou no meu rosto, ela sentiu uma fisgada, e se afastou assustada…

— O que está fazendo aqui? Tolomei! Você… Mentiu pra mim!

— Eu menti? Se nós nem conseguimos ter tempo de perguntarmos nossos nomes?

— O que faz aqui? Já não bastou hoje mais cedo a dor que eu tive por… Ter de deixar você lá e ainda mais por descobrir quem você é! Não se aproxime de mim!

— Eu precisava te ver… E, olhar em teus olhos novamente, eu..Vim me desculpar.

— Pelo que?

Havia vindo pessoas pra ali, e Julieta me empurrou pro canto com tudo, e acabou que caímos, e ela caiu em cima de mim.. E viu a carta cair também. E ficou olhando em meus olhos negros, por uns instantes querendo me dizer tantas coisas… E eu fui me aproximando de sua boca, e ela não estava até então recuando… Quando eu encostei em seus lábios carnudos, percebia que Julieta tremia, nosso beijo durou apenas trinta segundos, pois Julieta havia se assustado.

— O que você fez? Como pôde fazer isso, eu não… Eu não sou…

— Não é, o que? Amante?

— O que tem nessa carta? Dê a mim essa carta!

— Não! Não precisar ler, se quiser…

— És pra mim?

— Sim… Eu não paro de pensar um segundo sequer em você, aceite o meu amor, eu irei ser a sua fonte de amor todos os dias.

— Como serás a fonte, se eu não pedi por seu amor?

— Julieta, eu senti… Que também me corresponde. E o beijo ainda comprovou isso.

— Você me pegou desprevenida, não era nem pra você está aqui. Vá embora, se descobrirem que está aqui… Não sei como eu ficaria se fizessem algo pra você, eu adorei demais conhecer-te! Não sei o que esse seu olhar tem, sua voz… Por me hipnotizar, como pôde? Me seduzir! E me trazer pro seu mundo? Assim… Do nada! Eu te odeio Tolomei!

— Beije-me de novo, pra provar o quanto me odeias!

Eu dei a minha mão a ela… Pra se aproximar de meu corpo, ela me deu a mão meio indecisa, e me levantou, pedindo pra segui-la!

— Venha comigo! Eu quero te mostrar um lugar! Corra!

— ESPERE JULIETA, NÃO CORRA TÃO RÁPIDO!

Ela voltou e me parou, fazendo uma expressão de silêncio, pra eu parar de gritá-la eu apenas segui o meu grande amor, será o que? Que ela irá me mostrar… Estou aflita, não sei se ela está também sentindo o mesmo, que furada! Que medo de ser expulsa daqui!

!— NÃO! NÃO POSSO! Eu sou uma moça prendada e de família! Mas sua boca… És tão linda, é irresistível, não posso

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