Julieta Capuleto x Giulietta Tolomei – PARTE 16

— JULIETA! ONDE ESTÁ VOCÊ MINHA FILHA?

Nos largamos no susto, e Julieta pediu pra que eu fosse embora imediatamente, pelos fundos da casa.

— Vá agora! Precisas de ir!

— Mas e nós? Quando irei te ver?

— Irei mandar uma empregada te entregar uma carta pela manhã. Pra receber o meu amor quentinho pra tu, logo ao amanhecer…

— Será adorável, e na Universidade, iremos nos ver?

— Não sei meu amor, agora vá! Em nome de Cristo! Eu sonharei contigo meu amor. Beije-me outra vez, pra sentir que és realidade tudo isso que passei hoje!

Um beijo como nosso invejaria até mesmo os anjos… Que estava nos proteger naquele momento ilustre da noite, na qual a Lua era a nossa testemunha.

— Io ti amo Julieta! E tome esta carta! Leia, releia… Pra lembrardes de mim…

E assim, eu corri e corri não tirando os olhos da minha amada, ela sorria com tanta magnificência, que dava pra confundir a luz de seu sorriso com o da lua.

— Diamante Negro! Eu fui correspondia! Eu fui correspondia garotão! Meus pais… Eles não podem saber ainda, que consegui conquistá-la, eu irei esconder! É isso! Falarei que deu errado o plano! Não posso enganar nenhum dos dois, não é mesmo Diamante Negro?

Meu cavalo apenas relinchou, parecia mesmo que estava a me compreender, e quando eu montei nele, eu vi a Julieta encostada na grade, ela estava a me olhar partir… Eu não resisti e desci do cavalo, para beijar lábios tão sagrados como o dela.

— Meu amor! Não eras pra ter ido até tua mãe?

— Não aguentei! Já estava com saudades de sua boca à minha!

— Desse jeito eu ficarei aqui pra sempre!

— A despedida é uma dor tão suave que te diria boa noite até o amanhecer…

— Então digas… Assim me sentirei mais próxima de sua santidade senhorita!

— Io ti amo Giulietta, só sei que ti amo, agora o por quê, já não dependes e cabe a mim responder, e sim os meus lábios que te anseiam tanto! Anseiam sua boca percorrendo em todo meu corpo…

— Não fale assim, que eu pulo novamente estas grades e violo sua puríssima santidade (Risos).

— Não seria má ideia, você pode violar o que quiser de mim!

Quando a mão dela pegou na minha mão, aproximando-a perto de seus seios, meu sangue ferveu, e a mãe de Julieta a grita novamente…

— JULIETA CAPULETO! ONDE ESTÁ VOCÊ MENINA?

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