Vou morar com minha namorada! E não vou mudar de ideia.

Você finalmente depois de muitos esforços, beijos ardentes, decepções, corações partidos e “olhares 43”, encontrou a outra metade da laranja e não quer largar por nada. É maravilhoso pensar sobre os GRANDES BENEFÍCIOS DE MORAREM JUNTAS, mas calma, vocês estão namorando apenas a poucas semanas, bem foi mais ou menos isso que me aconteceu.

Lá estava eu ouvindo mais o meu estômago ao invés da razão, aquelas “imensas-colossais” borboletas dentro da barriga me fizeram aos pouquinhos trazer minha primeira namorada para morar no meu quarto. Era empolgante pensar na ideia de acordar e dormir com ela, ficarem grudadinhas, abraçadinhas e de conchinha, ai que delícia e sem esquecer que aquele lado negro do cérebro que esconde nossa libido fica gritando loucamente, SEXOOOOOOO! FINALMENTE SEEEEEEEEEEEEKXO PORRA! VOCÊ VAI TRANSAR MUIIIIITO! (Minha libido é meio indecente).

Chega o grande dia, a primeira noite… Ela pergunta – você não vai avisar os seus pais que vou dormir hoje aqui? Eu respondo – não precisa é só esperar ficar bem tarde que você vai ser obrigada a dormir aqui – e foi assim que ela veio morar comigo. Ah, tem um pequeno detalhe, eu ainda dependia financeiramente dos meus pais, pois faculdade + estágios é = dinheiro curto.

Aproveitei a situação de ela ser de outra cidade e assim surgiu um novo membro na família. Sou muito solidária não?! Enfim a primeira noite juntas, no mesmo quarto. Esperamos ficar tudo muito quieto, não dormimos naquela noite, deram umas duas horas da manhã e finalmente estava seguro o suficiente para aquelas benditas borboletas no estômago nos indicarem o caminho da felicidade e do prazer.

Depois de algum tempo morando juntas, sua namorada vira sua irmã caçula, ou melhor, sua melhor amiga. Em pleno sábado, o dia começa e todos aqueles beijos matinais obrigatórios, hoje são dispensados, você levanta esfrega os olhos olha para o lado dá um cutucão e fala – já é de manhã hoje é dia de faxina, você quer ficar com a casa ou com a roupa? Ela acorda com ódio e diz – eu quero é ir embora daqui trabalhei cedo a semana inteira e nem no sábado posso acordar mais tarde.

Infelizmente antes as palavras de tratamento entre vocês eram bem escolhidas e selecionadas hoje, é tipo tratamento de irmã.

Ela grita lá no fundo – Ôhh Fulana já não te falei para você não deixar louça na pia? E eu respondo – só deixei porque um copo seu estava bem ali, e assim as pequenas manchetes da manhã começam. Vocês combinam e é tudo esquematizado para a faxina terminar o mais rápido possível. Se nós morássemos SÓS não existiria faxina no sábado. Ôh desgraça de quem inventou isso! Felizmente é o último ano na faculdade e talvez se não tiver nenhuma crise no ano que vem em 2015 (meu pobre pensamento), seríamos capazes de morar a sós.

Uma vez que com o pequeno salário de estágio não daria para fazer isso, pois precisamos nos alimentar, medicar e cuidar do nosso casal de cachorro, pagar uma parcela do notebook e da câmera fotográfica, pagar alguma despesa, os materiais de aula que são caros, as Xerox, de roupas novas, de cremes para o corpo, sabonetes íntimos, absorvente e perfumes.

Antes aquele perfume que você ganhou da sua avó de presente com muito carinho, importado da França que nos seus cálculos duraria um ano ou dois, hoje não dura 1 mês, pois sua namorada se “banha” com ele todas as manhãs para ir trabalhar, e se a roupa está suja não tem problema, já que vocês infelizmente têm quase o mesmo manequim, porém o lado negro da força ainda não foi comentado, imagina aquela calcinha branca linda guardada na primeira gaveta, “poisé” ela não é mais branca, pois vocês duas são mulheres e menstruam juntas, ôh natureza cruel… Então já sabem o TPM vem em dose dupla!

Mas morar juntas não tem só o lado negativo, Tá! O sexo mudou e quando ele dá as caras é mais rápido e objetivo quanto escovar os dentes. Ainda tenho esperança de mudanças! O lado bom dá coisa é que vocês confiam muito uma na outra a ponto de colocar a mão no fogo ou doar o rim. Vocês fazem as coisas sempre juntas: doam sangue, vão ao mercadinho, acompanham aquela série, cozinham, escutam músicas, criam diversos jogos de palavras e adivinhações, escolhem roupa nova, assistem a um filme e os corpos adormecem juntos, quando já se tá acostumando a ter uma parceira se tornam difíceis se separem mesmo que ela decida viajar para visitar a mãe, logo um buraco surge no estômago e bate logo uma saudade, um desespero e uma pequena depressão, já que os nossos corpos criaram um laço invisível que parece ter sido cortado.

Texto: C.W

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