Duas mulheres entre quatro paredes

“Mulher que a divina natureza fez surgir a mais linda obra prima que alguém já viu” – Elba Ramalho. Se você, minha cara sapatinha ainda não teve o luxo de ver tamanha lindeza do corpo quente, macio e delicado se despindo lentamente de uma mulher, não se preocupe vou te dizer mais ou menos como é amar uma mulher.

Imagina aquela fruta suculenta, com aroma delicado e sabor característico… hummmm, sua boca se enche de “água” suas mãos querem segurar, você agarra a fruta analisa com atenção, se delicia com o que ver e come! É isso? Não! Não é isso! Isso foi um resumo bonitinho de um clássico pornô. Fazer sexo é uma coisa e fazer amor é outra e eu te garanto que na sua primeira vez, você vai querer fazer amor.

A primeira coisa que se deve saber é que tudo que você provavelmente viu nos filmes ou nas revistas é falso! Aqueles corpos estão cobertos de maquiagem e photoshop, aquele orgasmo é forçado e aquele mais rápido que tá gostoso, pode ser ou não falso ( ͡° ͜ʖ ͡°). A publicidade, a mídia e até alguns estereótipos visuais estão aí para chamar a sua atenção e causar uma certa obsessão, simplesmente para vender conteúdo. O corpo da mulher é fantástico!!! Sabia que nós mulheres sentimos mais prazer que os homens? Aquele pequenino clitóris é o maior responsável então não esqueça que tamanho não é documento. Estude! Masturbe-se, não tenha vergonha, é preciso conhecer seu corpo para descobrir do que gosta e do que não gosta, para que possa sentir mais confiança e mais controle diante a libido.

Há uma diversidade incrivelmente de mulheres no mundo, nem todas são garotas frutas, nem todas são lisinhas, nem todas são delicadas ou capa de revista, o maior desafio para muitos homens e mulheres são as deixarem satisfeitas, pois a diversidade está refletida no prazer. Existem casos de mulheres que gostam de ser penetradas, outras que ficam satisfeitas com cariciais, já de outras que só te largam quando gozam… Mulheres são tão diversas que é impossível criar um manual de como entendê-las, já que, são assim tão coloridas como o arco-íris e nenhuma cor deve ser comparada a outra. Imagina se um dia eu pudesse assim ter a oportunidade de namorar com uma mulher negra, uma branca, uma indígena, uma oriental (em ocasiões diferentes nada de relacionamento extraconjugal) talvez eu entendesse um pouco mais sobre essa diversidade, igual a música “Mulheres” do Martinho da Vila (não que eu queira me separar do meu botão é que as vezes alguns relacionamentos chegam ao seu fim, melhor não escrever mais nada, pois ela como vocês ler meus posts! )

Mas chega de papo furado e vamos ao assunto! Minha primeira vez com ela foi, foi, foi, não é nada romântico de se comentar… Foi num lugar pouco movimentado, escuro, atrás de uma quadra, tudo era feito com roupa nada tão escandaloso, nós não tínhamos um lugar e eu ainda não podia levá-la para minha casa, só depois de muitos planos descobrimos um jeito de ficar a sós (nada de motel, não queria levar a minha garota para um covil de putas hahaha).

A nossa primeira vez entre quatro paredes foi planejada, minha namorada chegou aqui às 7h da manhã numa época que só eu e meu irmão ficávamos em casa. Meu papel era arrumar nosso ninho de amor, troquei todos os lençóis, coloquei uma colônia suave no ar, cobri as janelas para o que não ficasse tão claro e tranquei meu irmão caçula dormindo no quarto dos meus pais. SUMI com a chave! Tínhamos tudo que era necessário muito, muito, muito tesão uma pela outra, mas no momento em que tiramos a roupa eu fiquei vermelha, queria que tivesse uma tarja preta em mim, mas não desencorajei, pois esperei a vida inteira para ter esse momento e não iria deixar minha vergonha falar mais alto que o meu desejo. Éramos inexperientes, mas quando você realmente gosta de alguém e sabe que ela não tem nenhuma doença sexual (isso é importante), você vive apenas aquele momento sem nenhum pudor ou preocupação.

Não tínhamos essa de você é a ativa e eu sou a passiva, apenas deixamos nossos corpos falarem, acho que naquele momento nós decidimos fazer tudo juntas e nos identificamos como lésbicas relativas. Eu comecei a “patrulhar” o corpo da minha amada, minhas mãos pesadas se tornaram leves eu tocava seus seios com a costa da minha mão direita, eles arrepiavam e endureciam e foi aquele arrepiar que chamou a minha boca para também participar. Eu teoricamente só contava com minha mão e minha boca, mas descobri que dava para dar prazer com outras partes, ela era sensível ao meu toque e isso me alegrava. Meu bumbum, minha língua, minhas coxas, meu intimo molhado a dava prazer, entretanto o principal era o calor da minha presença. Nossos olhos falavam coisas, nossos corpos respondiam e nossas vozes eram mudas. Como eu já havia dito, nenhuma mulher é igual a outra e durantes muitos encontros eu descobri como dar prazer a minha namorada.

Uma vez eu ouvi dizer que sexo é igual a comida, todo mundo pode fazer, mas que só alguns que sabem fazer gostoso. E adivinha? Eu cozinho muito bem! O segredo tá no equilíbrio, no sabor e na apreciação.

 

C.W

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s