Idas e vindas – Confronto

Idas_Vindas

Capítulo 23º – Confronto

E no meio da rua, no meio da madrugada, larguei a bicicleta que eu ia levando no chão, parei bem em frente a ela. Acho que do meu rosto pro dela não tinha a distância de 10 cm:

Então me beija.

Pára Lu, por favor, não faz isso…

Me beija então, já que não é medo…

Por favor, Lu, nós estamos no meio da rua…

Ta vendo é medo sim… COVARDE!

Juntei a bicicleta e montei. Pedalei em disparada pra casa, na minha cabeça não ia nada. Ela chamava por mim, mas eu não ouvia. Eu só queria ir pra casa. Tinha feito o que eu não tinha tido coragem de fazer a muito tempo. Foi de uma forma meio louca, mas foi dito. Ela me acompanhou de longe até eu entrar em casa. Agora era só esperar e ver como ela agiria comigo depois dessa verdade.

Eu pensava comigo mesma ao deitar na cama:

Meu Deus o que eu fiz?

Estava transtornada, chateada comigo mesma. Primeiro por ter bebido demais e feito um vexame na frente dela. Segundo por ter agido tão impulsivamente. Bom, mas agora o mal ou bem já estava feito. Tinha que esperar pra ver o resultado.

Acordei com uma ressaca filha da mãe, tinha sujado tudo dentro do quarto pra meu espanto minha mãe nem ralhou comigo, mas também tive que limpar meu quarto com a cabeça latejando de dor. Passei o dia inteiro mal, sem contar que não sabia como deveria agir com ela. Em meus pensamentos eu me xingava. Tinha feito tudo que não teria que fazer. Não podia de maneira alguma tratá-la daquela forma.

Concluindo não sabia o que fazer, se eu deveria procurá-la ou esperar que ela me procurasse.

Lá pelas tantas da tarde ela me ligou, estava no trabalho. Tinha ouvido falar que eu estava de castigo e por isso não tinha aparecido ainda. O que não era verdade.

Você está bem?

Estou bem só com um pouco de dor de cabeça, mas de resto está tudo bem!


E a sua mãe brigou com você? As meninas disseram que você estava de castigo.

Mentira, a mãe nem falou nada, até agora. Não saí porque minha cabeça está doendo muito.

Tanto eu como ela tínhamos muitas coisas pra falar, mas nos limitamos a este diálogo vazio e cheio de parênteses, aspas e espaços que diziam muito.

Enfim, ela desligou. Eu com a cabeça cheia não me lembrava muito do que tinha acontecido durante a noite, tinha somente flashes na minha mente, sabia que tinha tentado beijá-la e ela não teve coragem. Sem contar que tinha uma cena que ia e vinha na minha mente a todo o momento…

COVARDE… COVARDE…

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