Os contos de Mandy – Isabel

16 de fevereiro 2006

Isabel

taçaPaulista, 33 anos, carente, fogosa, libriana daquelas bem sensíveis, um macho na aparência. Não gosto de rotular ninguém, mas para facilitar para vocês Isabel é Dyke

Isabel me ligou na terça, ao fim da tarde, no mesmo dia que coloquei o anúncio pela primeira vez. Ela não sabia, mas seria a minha primeira ‘cliente’, minha primeira vez, nesse submundo da prostituição. Ela também não sabia que eu estava tão ou mais nervosa que ela. Que praticamente não tinha ideia do que deveria dizer quando ela enfim chegasse ao meu pequeno e nada luxuoso apartamento.

Tratei de me preparar, o combinado seria que ela chegaria após as 19h. Ela pediu tratamento VIP, estilo namoradinhas em aniversário de namoro. Então eu tinha que fazer o papel bem feito. Teríamos que fingir um romance torrencial. Não sei bem se estava preparada para isso, mas sabia que minhas aulas de teatro iriam ajudar. Deixei o quarto no ponto de partida, meia luz, pétalas sobre a cama, cortinas brancas nas janelas semiabertas para receber o frescor e o aroma noturno, no aparador o balde com o vinho francês Saint-Amour – sim, ela iria pagar bem caro por essa noite, eu seria sua amant e receberia muito bem para dar pra ela. Velas perfumadas pelo apartamento, ao fundo Bono Vox embalava meus pensamentos, um vaso com frutas vermelhas sobre a mesinha de centro e eu, é claro, com meu vestido de bandagem em X dourado, superdelicado. Maquiagem leve, perfumada e ansiosa, com o coração aos saltos.

O interfone tocou, avisando que minha visita acabara de pegar o elevador. Respirei fundo, chegara o momento de entrar em cena pela primeira vez. Ouvi o tão esperado (ou não) toc, toc na porta, tinha chegado o momento. Respirei fundo novamente, levantei pro meu first time.

Isabel estava como um verdadeiro gentleman, fiquei me perguntando o que teria pensado o porteiro ao ver aquela mulher macho subindo pro meu quarto. Mas esse não era o momento para divagações, a peça tinha começado e eu estava parada na porta analisando o meu ‘amor’, de hoje.

Um abraço, um leve roçar de lábio no canto da boca de Isabel, o combinado era não falarmos nada uma com a outra, ela acariciou meu rosto e sorriu. Olhou ao redor e viu o vinho sobre o aparador, logo procurou abrir a garrafa enquanto eu trazia duas taças para brindarmos ao ‘nosso amor’. Ela me pareceu nervosa, percebi que tinha que pelo menos inicialmente mostrar segurança. Sorvei um pouco do vinho delicioso, o líquido fez meu corpo aquecer. Isabel tomou todo o conteúdo da taça, seu rosto enrubesceu o efeito do vinho logo faria seu papel e tudo seria mais fácil.

Ela então me puxou para junto de seu corpo, o jeito machão aflorou. Senti suas mãos fortes segurando meus braços e trazendo para junto do seu corpo. Ela também se preocupara em estar linda para mim.  Fiquei lisonjeada, seu perfume amadeirado e forte impregnou minha mente e o pouquíssimo vinho começou a aquecer dentro de mim, ou seria a excitação que já marcava presença? Ela me beijou, estava ávida de prazer, seus lábios eram suaves, mas me beijavam com força, sua língua passeava em minha boca, fazia investidas e viagens ensandecidas e eu correspondia. Me deliciei com o gosto doce de sua boca, me deixei levar. Enfim, percebi que não seria nada difícil. Ela correu suas mãos pelo meu vestido, a textura do pano fazia suas mãos friccionarem meu corpo, senti pequenos espasmos elétricos correndo pela minha espinha, estava adorando a sensação. Ela colou em mim, forçava seu corpo no meu, suas mãos exploravam minhas costas, nuca, bunda, cabelos. Senti o quanto Isabel sabia sobre mulheres, e adorei ter começado com ela. Minha calcinha já estava toda molhada.

Ela então me largou, eu suspirei, ela sorriu e me fez sentar, enquanto ela servia um pouco mais de vinho para nós, tratei de aumentar um pouco mais o som e voltei para o sofá. Isabel me devorava com os olhos, isso me estimulou, enchi a mão com cerejas e fui ao seu encontro, sentada em suas pernas, frente a frente, deslizei meus dedos em sua nuca, ela arrepiou, trouxe uma cereja à boca, ela acompanhou todo o movimento, sua boca entreaberta. Suas mãos cercaram minha cintura, pus outra cereja na boca, agora era a minha vez no joguinho de sedução. Inclinei meu corpo para frente e ofereci a cereja a Isabel ela pegou.  A beijei, ficamos tomando a cereja uma da outra, nossas línguas roçando uma na outra, inclinei um pouco mais o corpo para junto do dela e o esfrega, esfrega começou. Ela apertou minha cintura, puxando meu corpo mais e mais contra o dela. Nossas respirações ofegantes marcavam o ritmo de nossos corpos, o calor tomava conta de nós, finquei minhas unhas em seu couro cabeludo e deslizei-as pela sua nuca, ela gemeu e eu adorei.

Tomamos todo o líquido da taça, ela levantou e eu a enlacei com minhas pernas. Isabel me carregou para o ‘nosso ninho de amor’. A meia luz, o cheiro das velas, as pétalas sobre a cama, as cortinas esvoaçando timidamente, estava tudo perfeito eu vi no seu olhar. Ela caminhou para a cama enquanto me beijava, eu já estava completamente excitada, sentou-me e começou a me despir devagar, ela se deliciava com cada parte do meu corpo que ela despia. Sua boca já estava vermelha de tanto que ela mordiscava, eu a deixei concluir o seu intento. Fiquei só de lingerie pelo visto era essa intenção de Isabel. Ela me fez deitar na cama e começou a tirar a própria roupa, peça por peça. Isabel era linda, seu corpo alvo estava úmido e ela arfava de excitação. Adorei vê-la de cueca com aquele volume entre as pernas, sim ela estava de cinta. Essa noite eu iria cavalgar muito. Delícia!

Ela veio beijando e lambendo minhas pernas, suas mãos fortes apertavam meus tornozelos. Ela mordia minhas coxas e ia subindo mais e mais, eu me agarrava no lençol e gemia. Sua língua invadindo minha boceta me fazendo pingar de prazer, eu me contorcia e arfava, ela manobrava muito bem aquele caminhão e eu estava totalmente desgovernada. Isabel rasgou minha calcinha e me sentou sobre as suas pernas, o seu membro rígido pressionava minha boceta. Sua cueca molhou, eu estava ensandecida o tesão subira a minha cabeça, beijei Isabel enlouquecidamente, finquei minhas unhas em suas costas, desejava tirar lascas do corpo dela por me fazer delirar daquela forma, mordia seu pescoço e ela me apertava e se esfregava em mim. Ela se apoiou na cabeceira da cama, aproveitei para me deliciar com o seu corpo, mordidas, arranhões, beijos. Ela me olhava, Isabel sentia prazer em olhar. Tirei sua cueca e seu pênis duro apontou para mim, enchi minha boca dele e vi o quanto isso foi maravilhoso para ela. Isabel segurava meu cabelo e me ditava o ritmo do sexo oral. Subi em cima dela e comecei a cavalgar ela ficou louca, Isabel usava uma cinta com pênis duplo e isso foi perfeito. Ela puxava meus cabelos e enchia a mão com meu peito, eu sabia que no outro dia estaria toda ardida, mas teria valido a pena. Ela me levantou com a força de quadril e me pôs de quatro, empinei a bunda e ela socou com força, quanto mais eu empinava mais forte ela socava. Extasiadas chegamos ao prazer. Ela me abraçou e me beijou, ambas estávamos esgotadas. Dormimos assim, agarradas até o amanhecer.

ps: o número do celular é fictício

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