São as nossas diferenças que nos fazem mais fortes!

12047319_1187321704614971_8129971_nEu tenho 22 anos e ela 26, sou libriana e ela leonina, sou morena/índia e ela é branca/amarela gosto de massa ela de feijão, gosto de impressionismo já ela vintage, gosto de cavalos e ela de passarinhos, gosto de calor ela do frio… Tantas, tantas diferenças que poderiam nos separar, mas o amor une. Sabe o porquê?

Acho que você irá falar que o oposto se atrai, e eu irei te parabenizar pela resposta certa. Porém, não é tão simples assim, preto no branco e ponto. Nós temos pontos de vista muito diferente e em certas situações o nosso humor ou reação mudam, no caso do meu Botão (quando começamos a namorar ela não gostava que eu a chamasse de flor, então eu disse que eu a chamaria de botão a fase “incompleta” de uma flor que ainda não estava madura para desabrochar). Eu sou muito pacifica e em uma discursão dependendo da ocasião já começo a desmoronar e deixo cair muitas lágrimas, agora ela é um pouco agressiva fica vermelha e brava, raramente eu a vi chorar durante esses 4 anos de relacionamento. Mas quando brigamos eu viro as costas, fujo e peço logo o fim do relacionamento. Ponto! #CHATEADA. E mesmo ela sendo um pouco feroz, vem toda carinhosa me abraça e pede desculpas, de alguma maneira ela assume toda a responsabilidade e esquece.

Admiro muito isso nela (TÁ LENDO AMOR?!), tenho tanta confiança nesse arrependimento que em menos de cinco minutos estamos nós rindo de alguma leseira e da minha carinha inchada. Sou extremamente manhosa gosto de muitos carinhos e de algumas particularidades que não citarei aqui J e o que me faz “DIVA” é a prontidão dela para me mimar. MINHA GENTE, SE VOCÊ ENCONTRAR ALGUÉM ASSIM NÃO S-E-P-A-R-A jamais!!! Também sou uma administradora nata, pelo menos na teoria, faço os cálculos e listas do nosso dinheiro do mês as vezes construo planilhas das compras e dos gastos do mês. Isso me deixa mais tranquila para enfrentar qualquer improviso, mas ela vem com aquele olhar, me chama e diz: – Olha uma sapatilha amor, eu gostei; – Olha Mcflurry (sorvete caro com pedaços e calda de chocolate) quer um? – Quero aquela nova linha da Raskell; Hoje quero comer na Subway; – Não, não quero o shampoo da Lola que custa R$ 99,99; – Comprei umas camisas e um perfume, não briga comigo!!! E lá se vai meu planejamento e assim seguimos felizes abusando do consumo e guardando bons momentos de compras juntas. E eu? Não peço nada fora do orçamento? Claro que sim, minhas últimas compras foram uma flauta Importada, sementes de legumes e verduras, sachês e vasilhas para cachorro, creme dental de marca, tangerinas, amaciante concentrado, suco e mais suco! ADORO SUCO <3.

Apesar de toda essa diferença convivemos bem, pois não somos apenas o oposto, completamos uma a outra, o que eu não tenho (memória boa) ela tem, o que ela não tem (habilidade na cozinha) eu tenho. Nós completamos a fenda que cada uma tem. Uma outra vez quando estava estudando sobre os relacionamentos humanos, li que as pessoas se apaixonam (fraqueza diante a filosofia) por aquelas que completam o seu ser, não existe ser perfeito e isso é biologicamente e quimicamente comprovado (Acho que é por isso que nunca fiquei com nenhuma amiga minha, pois o relacionamento que tenho com elas é igual, somos parecidas, temos afinidades… Então eu não namoraria comigo mesmo?! Bem, acho que não). Agora com meu botão é diferente, é especial, pois o nosso cérebro (ainda na visão do estudo) seleciona aquele/a que possa oferecer novas informações, para que o bebê possa ser duas vezes mais forte. É o jogo de marketing da natureza ela te faz querer o diferente. Não consegue imaginar? Então vamos brincar e fazer uma comparação. Se eu que tenho características do norte viajasse para o sul, eu chamaria atenção e olhares iriam surgir e isso iria acontecer também se alguém com olhos e pele clara viesse para cá. Não estou inventando nada, já fui para um lugar onde eu era uma das poucas que tinha o cabelo preto e os olhares realmente chegaram a me incomodar. Esse é o truque na manga da biologia, sempre querendo fortalecer a espécie.

O que faz o relacionamento dá certo vai da maturidade de cada parceiro, como já dizia o ditado, quando um não quer, dois não brigam. Então quando um não quer, dois não se amam. O amor é relativo e lidar com as diferenças não é fácil, é preciso ter empatia no relacionamento, mas eu nunca fui sempre madura tive que aprender levando porrada da vida a ponto do nosso namoro chegar ao fim umas 6, 7 ou 8 vezes (eu parei de contar), só depois de muito jogo de cintura e as cartas na mesa, nós paramos de brigar e resolvemos conviver com nossas diferenças uma respeitando o espaço da outra.

C.W

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