Os contos de Mandy – Laura

12041690_920239508031759_673115234_n

Laura

“O que falar de Laura? Surpreendente…

“Quero marcar um horário.”

“Claro. Do que você gosta?”

“Às 16h.”

“Hum. Ok. Qual o seu nome?”

“Laura.”

Aquele telefonema foi estranho. E estou falando de padrões de uma garota de programa. Laura, se é que esse era o seu verdadeiro nome, pouco havia falado. O tom da sua voz era nervoso, como se estivesse prestes a cometer um crime.

Achei esquisito o horário combinado, pela tarde. Normalmente a noite é minha maior companheira. Espantei os pensamentos junto com uma tragada forte no meu cigarro. Pelas 14h comecei a me arrumar.

Laura não havia falado nada. Nem sequer sei sobre suas preferências ou sobre o que vestir. Minha intuição estaria me guiando. Escolhi algo intermediário, uma lingerie mais comportada do que estou acostumada. Por cima, um vestido simples, solto, com algumas estampas.

O relógio marcava 17h13 quando a campainha finalmente tocou. Eu estava furiosa, quem ela pensa que é? Levantei e olhei rapidamente pelo olho mágico. Laura era…

Abri a porta boquiaberta. Ela entrou sem ser convidada.

– Eu não tenho muito tempo.

Falou secamente e eu não duvidei. Ser a esposa do governador do estado realmente deve dar bastante trabalho.

Ela deixou a bolsa no aparador da sala, retirou a echarpe e os sapatos. Eu? Eu fiquei observando. É como se ela realmente soubesse o que fazer. Acompanhei seus movimentos. Meus instintos me fizeram ir até o bar e servir um copo de uísque.

Laura sorriu contidamente.

– Só meu marido bebe uísque.

Então eu bebi um gole e ela me encarou firmemente. Não desviei o olhar. Peguei uma de suas mãos, a esquerda, e suguei dois de seus dedos. Tudo isso olhando em seus olhos.

Deixei o copo de uísque no chão depois de empurrá-la na minha cama. Fiquei por cima, sentei em suas coxas e desabotoei a blusa fina que provavelmente custou 10 vezes mais do que aqueles momentos comigo.

Retirei o sutiã e toquei seus seios. Ela apenas me observava. Eu comecei a achá-la experiente demais naquilo. Talvez eu não seja sua primeira mulher. Além. Talvez eu não seja a sua primeira puta.

Me curvei pra beijá-la. Mas não o fiz. Apenas mordi levemente o seu lábio. Desci minha língua por seu pescoço, colo, seios (depois eu daria mais atenção a eles), barriga. Abri lentamente o zíper da sua calça. Retirei por completo ao mesmo tempo em que continuei a trilha dos beijos.

– Tira a roupa.

Ela mandou. Era uma ordem. Era assim como eu me sentia, uma empregada a quem ela exigia o que quisesse. Entrei no jogo, estava ali pra isso.

Arranquei meu vestido. Pretendia me demorar um pouco mais antes de ficar completamente nua.

– Tudo. – ela completou.

Obedeci.

Ainda por cima dela, estava despida. Arranhei levemente seus braços. Ela apenas me olhava.

Cavalguei sobre ela. Esfregando nossos sexos. Eu estava excitada e ela pareceu me deixar muito à vontade. Eu quase gozei só com esses movimentos.

Laura enfim pareceu tomar alguma iniciativa. Ela me derrubou na cama e ficou sobre mim. Suas mãos espalmaram as minhas imobilizando os meus braços. Senti um pouco de dor quando ela mordeu meu pescoço. Não demonstrei, tampouco.

Ela pareceu se demorar para alguém que não tinha tempo. Explorou todos os meus atalhos, como se me conhecesse. Sua língua, mais uma vez, me provou que ela definitivamente sabia o que estava fazendo. Ela me chupou. E dessa vez eu gozei. Forte.

Mas ela não parou mesmo quando eu pedi que esperasse um pouco.

E eu gozei outra vez depois disso.

Ela mordeu a parte interna da minha coxa. Doeu. Mas novamente não demonstrei.

Então intimamente um pensamento caiu sobre mim. Acho que ela é tratada assim e está fazendo o mesmo comigo. Está tomando o controle, está mandando, esta me machucando porque finalmente pode fazê-lo.

Iria satisfazê-la. Sou paga pra isso. Virei de costas sem que ela pudesse dizer qualquer coisa mais. Empinei meu corpo e ainda bem que ela comprou a minha intenção. Laura se segurou na cabeceira da minha cama enquanto fazia movimentos firmes, como se me penetrasse por trás. Fiquei novamente molhada. Seus gemidos estavam muito perto do meu ouvido. Ela não parecia querer parar. Até que seu gemido mais forte anunciou a chegada do prazer que eu esperava. Ela caiu pesada sobre de mim.

Não demorou nem 2 minutos, Laura se levantou, vestiu a roupa e pegou o copo de uísque que deixei no chão. Ela virou todo o líquido de uma vez.

– Amanhã, às 16h.

Ela disse antes de sair e deixar meu pagamento em cima da mesa.

Texto: F.B

Um comentário sobre “Os contos de Mandy – Laura

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s