A descoberta de Bárbara

Por: Cacau

A história de Bárbara Freitas começa em uma noite, ela se perdia ouvindo musica no seu pequeno rádio, um bolero ou algo parecido, estava quieta cortando um pimentão amarelo para o seu arroz primavera, a cada troca de melodia Bárbara dava um gole diretamente da garrafa do vinho seco mais barato que tinha encontrara no mercado, em um determinado momento ela fixou seu triste olhar para a cor lustrosa daquele belo pimentão, lembrou-se do topázio do colar de Adriana a garota que tanto a fez “flutuar”.

A tristeza dos seus olhos transformou-se em ódio, Bárbara abandonou seu jantar bruscamente sobre a pia, lagrimas escorriam e sua postura decaia.

Ela repetia:

– Como pôde? Como pôde? E com fúria arremessou a faca sobre a mesa. O humor da nossa protagonista mudou ao tocar a sonata N 14 de Viktor Zinchuk.

– Como pude? Como pude me envolver? – Odeio o amor, odeio você Adriana. As pilhas do rádio acabaram no fim daquela violenta melodia…

“Histórias tem diversos começos em diferentes ocasiões, mas para você compreender todo drama de Bárbara Freitas é preciso antecipar em alguns meses essa cena”.

Bárbara é uma jovem fotógrafa de Minas Gerais, conhecida como Babel por amigos, apenas com 25 anos estava viajando para Manaus com a intensão de ampliar seu acervo de fotografias sobre a flora amazônica. Ela tinha grandes paixões: café, jeans, felinos, tomilho, sorvete de creme e música instrumental, mas naquela temporada outra paixão iria surgir com o nome de Adriana.

Babel chegara no inicio de junho em Manaus e com amigos alugava um quarto barato no centro da capital, explorava as praças e parques, se maravilhava com as características das pessoas, fugia do calor e fotografava tudo que podia registar. Mas nem tudo são flores e poesias, em uma noite Helena uma de suas amigas foi coagida por dois jovens e teve sua câmera e equipamentos roubados, após essa ocasião ela e outros amigos decidiram voltar para Minas.

Bárbara disse que seria mais cautelosa com os perigos da cidade e que pretendia ficar por mais tempo antes de seguir viagem à Venezuela para uma expedição de fotografia que ocorreria nos próximos três meses, ela permaneceu sozinha.

Insegura do seu espanhol que já estava há anos sem praticar ela resolveu se matricular em um curso de dois meses em uma instituição perto do hotel onde se hospedava.

No primeiro dia de aula, no meio do corredor tumultuado notava uma garota, vindo do lado oposto, seus olhos se encontraram a garota não disfarçou a atenção e depois de uns 6 segundos a jovem olhara para o outro lado com total desprezo.

Essa garota era Adriana que mesmo sem querer disse aos olhos de Bárbara que a queria e não tinha medo de mostrar isso…

2 comentários sobre “A descoberta de Bárbara

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