Um amor além da amizade

UA³ – é só um pretexto pra demorar um pouco mais aqui e checar se o que aconteceu foi só um sonho ou realidade. – e puxando Letícia pelo braço devagar Paula a beija novamente, agora com mais calma, curtindo cada segundo do beijo. Letícia correspondeu o beijo e as conduziu em direção à porta. Encostou Paula na parede e trancou a fechadura. Concentrou-se no beijo cheio de paixão onde seus suspiros e respirações se afogavam em suas bocas.

Já quase sem respiração as duas se largaram em seus rostos a felicidade vibrava de uma para outra. Paula pegou sua bolsa e desceu com Letícia pra irem à pizzaria. Descendo as escadas elas ainda sentiam o sabor do beijo que a pouco trocaram, seus corpos ainda sentem a adrenalina percorrendo cada espaço.

Paula ainda não tinha caído em si sobre tudo o que tinha acontecido, sentia suas mãos suadas ainda e o sabor do beijo de Letícia impregnado na sua boca.

Durante o trajeto até a pizzaria elas apenas se olhavam e riam, brincavam, tentando disfarçar o tremor de seus corpos.

– acho que um pouquinho de Letícia na vida da minha filha faz bem! Antes estava toda jururu, até parecia que tinha visto fantasma e foi só você aparecer que tudo mudou.

– é por que eu sou um santo remédio tia. – e todas riram do comentário cheio de graça de Letícia.

Já em casa Letícia se lembrava do beijo e de como ele foi perfeito, cada toque, cada segundo, cada sensação. Pensou em ligar, mas achou inconveniente, custou dormir pensando no que Paula estaria fazendo, afinal não tinha certeza do que Paula tinha achado.

No outro dia Paula está de pé cedo, preparada pra ir à escola, deixa um bilhete para a mãe dizendo que hoje vai caminhando e que ela não precisa ir busca – lá. Paula queria conversar com Letícia, saber como ela se sentiu depois de ontem, tinha muitas dúvidas e gostaria de esclarecê-las.

Já na frente da casa de Letícia, ela para e com um pouco de receio teme algo que possa ouvir e não gostar. As dúvidas crescem dentro dela, de cabeça baixa pensa no que dizer e quando levantou os olhos, eles se deparam com sua amiga.

– oi! Letícia vinha toda sorridente e alegre em sua direção – Como foi a sua noite?

Ela não conseguia entender como Letícia tinha esse dom de deixa – lá boba, de fazer esquecer tudo, o mundo as árvores, as pessoas, tudo ficava fora de foco quando ela aparecia e nada mais importava.

– Oi! Foi boa, só custei a dormir afinal foi muita coisa que aconteceu ontem, ainda não entendi tudo.

– o que você não entendeu?

Chegara a hora da verdade e com certa temeridade do que falar Paula começou:

– calma. Antes de termos essa conversa eu preciso te confessar uma coisa. – Paula falou medindo a reação de Letícia. – Bem, eu não sabia se era realmente é isso que estava acontecendo, mas depois de ontem eu tive certeza e estou convicta que é.

– ai Paula tu ta me deixando curiosa fala logo e sem rodeios, mas é melhor irmos andando se não vamos chegar atrasadas.

Elas começaram a caminhar uma ao lado da outra seguiram o caminho em direção à escola. Quem as via não podia seque supor que tipo de conversas elas estariam tendo.

– sabe o que é, até ontem eu não tinha certeza de nada, mas há alguns dias eu vinha sentindo algo que não sabia explicar em relação a você. Tipo era como se eu quisesse você só pra mim entende? Sentia ciúmes de você, tá eu sei que eu sempre fui muito ciumenta, mas era bem diferente do que sentia antes. Então, ontem, quando nós beijamos percebi o significado de tantas coisas que não tinha ideia do que poderia ser. Enfim, eu pude ter certeza do que eu estava sentindo.

– e o que você constatou? – Letícia falou com um sorriso no canto da boca.

– bom, eu constatei que,… Que eu estou apaixonada por você já faz um tempinho. – Ela falou enquanto seus olhos miravam o horizonte.

– você está dizendo que está apaixonada por mim Paula? Porque se for, eu não sei nem o que dizer.

Paula paralisou, de uma hora para outra conseguiu exprimir tudo o que vinha sufocando seu peito, as dúvidas foram todas postas para fora e tão facilmente que mal sequer sentiu quando as palavras escaparam de sua boca. Contudo, agora se sentia nervosa, pois não sabia como sua amiga iria reagir àquela declaração, tinham se beijado é fato, mas isso não poderia significar que Letícia também fosse apaixonada por ela “como pude ser tão ingênua” – pensou.

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