Colando velcro – Parte 1

Olá gurias que amam pepecas!! *;*

Estou republicando aqui uma postagem do site da Revista TRIP que fala justamente sobre o que nós mais amamos, sim!!! PPKAS <3.

Como é uma publicação extensa publicaremos por partes. Espero que gostem.

Sexo lésbico: como se proteger de DSTs num mundo de camisinha em que o pênis é o personagem central?

Meu nome é Jessica, tenho 25 anos e sou lésbica. Nem sei quantas vezes por dia me apresento assim. Acontece que essa coisa de ser lésbica se tornou meu “ofício”. Criei um canal LGBT no YouTube, o Canal das Bee, para discutir coisas que nem sabia o nome ainda.

Gravando para o canal descobri coisas como o feminismo, a transfobia, que eu era muito odiada por ser gorda… tantas coisas! Uma vez tive a oportunidade de conversar com um médico, homem gay cis, sobre saúde sexual para lésbicas, o Dr. Marcelo Rocha. Hoje o assunto aqui fala justamente sobre isso. De pessoas que têm vagina e transam com outras pessoas que têm vagina. Sejam elas mulheres lésbicas e bissexuais cisgêneras (pessoas que não são trans), sejam homens trans. O termo que vou usar (sexo lésbico) diz respeito à minha identidade, de mulher cis lésbica.

Como se proteger de doenças sexualmente transmissíveis num mundo de camisinha? Como se proteger de DSTs num mundo em que o pênis é o personagem central? Como se proteger contra DSTs quando a gente nem tem coragem de falar sobre isso?

Colar velcro é arte, se proteger faz parte.

Sexo lésbico é bom demais. A “falta” de um pênis não faz realmente falta, no final das contas. É possível ter prazer, e muito, sem um falo. O corpo da mulher é lindo, com todas suas nuances e terminações nervosas e bilhões de possibilidades. Temos vaginas, mas também temos mãos, bocas e línguas. Para estimular os pontos erógenos não precisa de muito. Só vontade, tesão e consentimento.

Mas boca naquilo e aquilo na boca, aquilo naquilo e aquilo naquilo outro também podem transmitir doença. O Dr. Marcelo me explicou que se há contato entre mucosas ou entre sangue, há riscos. Boca tem mucosa, vagina também. Boca tem saliva, vagina tem secreções (ufa!). Brinquedinhos penetrativos também têm risco de transmissão. E nem me deixe citar o sangue da menstruação, ô tristeza. Também tem risco.

Mas Jessica, o que faço? Paro de transar menstruada? Paro de usar brinquedo? E sexo oral? Paro de colar velcro? 

Não! Você pode continuar fazendo tudo isso. Aliás, você DEVE continuar! Lembre-se sempre que, no mundo onde a gente vive, o amor e o afeto entre mulheres é revolucionário. Você tem todo o direito de colar seu velcro em paz.

Mas o que falta entre a gente é justamente isso aqui que estamos fazendo: nos comunicarmos melhor. Nos conectarmos. É a gente falar sobre nossas próprias experiências e assim caminharmos, melhores, juntas.

Fonte: Jéssica Tauane

 

 

 

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