Relacionamentos abusivos

Relacionamento abusivo não é ficção, mas a realidade de inúmeras mulheres.

Muitas mulheres já viveram relacionamentos abusivos em algum nível.

A receita é comum, mas um tanto complexa: a admiração que se tem pelo parceiro é confundida com uma autoestima machucada, misturada à insegurança dos padrões que são fortalecidos por uma sociedade baseada moralmente e politicamente no machismo.

Tudo isso não deixa que você enxergue a realidade do que está passando. Mas não se culpe. Isso está além de você e não necessariamente faz do seu abusador um monstro. Em nossa sociedade, as mulheres foram historicamente criadas para servir. E isso reverbera de muitas formas nas dinâmicas sociais.

Não é preciso existir violência física para estar em um relacionamento abusivo. Em grande parte deles a violência psicológica é muito maior.

Por exemplo, você já se relacionou com alguém que te fez sentir inferior? Ou alguém um pouco mais velho que julgou ser o dono da verdade? Você já foi culpada por “estragar tudo” mesmo tendo dedicado-se ao máximo para o relacionamento? Ou, ainda, os momentos de brigas e explosão são constantes? Ele já quis regular suas roupas, suas amizades, suas atitudes e gostos? Na hora do sexo, você já se sentiu pressionada? Você já sentiu que, em vez de liberdade e confiança, o que predominava no relacionamento era um sentimento de aprisionamento?

O caso de Emily e Marcos, participantes do reality Big Brother Brasil, repercutiu na internet. Marcos foi expulso do programa acusado de agredir Emily diversas vezes.

 

A repercussão das redes sociais só comprova que relacionamento abusivo não é ficção, mas a realidade de inúmeras mulheres.

Você nem sempre tem consciência. Mas a culpa não é sua.

 

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Não silencie!
“Foi só um empurrãozinho”, “Ele só estava irritado com alguma coisa do trabalho e descontou em mim”, “Já levei um tapa, mas faz parte do relacionamento”. Você já disse alguma dessas frases ou já ouviu alguma mulher dizer? Por medo ou vergonha, muitas mulheres que sofrem algum tipo de violência, seja física, sexual ou psicológica, continuam caladas.

 

 

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