Ela dorme nua e me chama.

Pele com pele, eu penso.

Intimidade, será que ela diz?

Só imagino esse mundo pequeno.

Mas em uma casa com quintal, laje 

E um telescópio, só pra ser diferente

Porque o quero não tá no gibi

Mas vai me deixar deveras contente

Esse poema não tem rima.

É uma declaração quase mal feita.

Que se explodam os sonetos, mas não os planetas

Que são meu próprio amor demasiado.

Tanto para amar que virei coitado

Que se diz não ser merecedor.

Tanto para ser que virei retrato

Do meu próprio ego perdedor.

Sinto os mistério a desvendar

As inscrições a se seguir, 

As deslocações a se tomar

Até quando quando isso, Zeus?

Até quando o buraco negro retornar?!

Pronto,. Acabei com os sonetos

Nessa misturada de sentimentos

Vão-se nuvens, sente-se o vento.

Só seja arco íris na vida de alguém.

E que seja merecedor de tanto zelo

Porque é difícil aprender e não ensinar

É sentir-se inútil no meio da primavera

E ter do seu lado uma rainha, 

Que diz querer te amar.

Por que então não se acredita

Quando ela só pensa em te falar?

Ela te salva, te respeita.

Passos macios, porque ela dorme.

E você quer, e ama e chilreia

Sente saudades e tem muito orgulho

De ter dividido ao menos uma veia

Por Juçara Menezes

Um comentário em “Para Padmé

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