ECONOMIA ASSASSINA: Tragédias ambientais

Quando o então presidente liberou 47mil quilômetros quadrados entre o Pará e o Amapá para exploração mineral viu-se uma grande comoção de uma parte da população que concordava com a liberação alegando que nossa economia precisava crescer. Até discuti com um rapaz no Facebook por conta disso, ele alegando veementemente que era importante explorar as florestas, que a empresa teria que seguir normas, leis e que NADA aconteceria com o meio ambiente.

Sabe, essas pessoas que acham que uma empresa que explora os recursos naturais tem alguma preocupação com o meio ambiente ou com os locais que lá vivem, só podem ser ingênuos ou achar que nós ambientalistas somos idiotas.

Já tivemos o terrível caso de Mariana, como exemplo de “exploração sustentável” o então Rio que outrora doce corria, hoje está praticamente morto!

Fazem 3 anos que a tragédia do rompimento da barragem de Mariana ocorreu, resultando numa avalanche de lama e rejeitos de minério que atingiu em cheio o distrito de Bento Rodrigues, e por mais de 600 quilômetros, arrasou mais três distritos e a cidade de Barra Longa, até alcançar o mar, no Espírito Santo. Expulsando de casa 1300 pessoas, responsável pela morte de 19 pessoas, incluíndo um funcionário da Samarco que nunca foi encontrado.

As perdas humanas e materiais são horríveis, mas não esqueçamos que perdemos também muito do ecossistema local.

Três anos depois, nos encontramos com um novo caso de irresponsabilidade ambiental. A mineradora norueguesa que explora alumínio no Pará assumiu que além de um vazamento de restos tóxicos de mineração, que contaminou diversas comunidades de Barcarena, no Pará, também usou uma “tubulação clandestina para o lançamento de efluentes não tratados” em um conjunto de nascentes do rio Muripi. A empresa tinha um ‘duto’ para lançar rejeitos em nascentes amazônicas, isto é eles usavam uma “tubulação clandestina de lançamento de efluentes não tratados” em um conjunto de nascentes do rio Muripi.

O pior de tudo é que em 2009 a Hydro Alunorte já tinha sido acusada de vazamento de rejeitos, e foi multada por esse crime no valor de R$ 17 milhões ao Ibama em multas por contaminação de rios da Amazônia e que até agora não foram pagas.

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