#PussyRiot: banda punk feminista participa do festival Vodafone

‘Mãe de Deus, nos livre de Putin”, Pussy Riot banda de punk rock ativista

Pussy Riot é um grupo de punk rock feminista russo que se tornou conhecido por realizar, em Moscou, flash mobs de provocação política, protestando contra o estatuto das mulheres na Rússia e, mais recentemente, contra a campanha do primeiro-ministro Vladimir Putin para a presidência da Rússia.

Em 3 de março de 2012, durante um concerto improvisado e não autorizado na Catedral de Cristo Salvador de Moscovo, duas integrantes da banda, Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alyokhina, foram presas e acusadas ​​de vandalismo motivado por intolerância religiosa. Uma terceira integrante do grupo, Yekaterina Samutsevich, foi presa no dia 16 de março.

Elas alegaram que seu protesto era dirigido contra o apoio do líder da Igreja Ortodoxa a Putin durante sua campanha eleitoral. O líder da Igreja Ortodoxa Russa, o Patriarca Kirill I, disse que as artistas estavam fazendo o trabalho do demônio.

“O número de membros foi sempre uma variável das Pussy Riot. Fundado por Nadya Tolokonnikova em 2011, em Moscou, o elenco rotativo de músicos e artistas chegou a contar com 11 ativistas em seus protestos”, explica a organização em comunicado. O grupo russo ficou conhecido com as suas apresentações provocantes e não autorizadas em locais públicos, como forma de promover a igualdade de género, os direitos LGBT e a oposição ao presidente russo, Vladimir Putin, e às elites russas.

Os vários protestos valeram à banda uma série de condenações: Maria Alyokhina e Nadezhda Tolokonnikova cumpriram pena de 21 meses de prisão após uma apresentação em 2012; Alyokhina foi detida em Agosto de 2017 na cidade siberiana de Yakutsk, após um protesto contra a prisão do cineasta ucraniano Oleg Sentsov; este ano, dois membros desapareceram na Crimeia e reapareceram depois interrogados pelas autoridades.

“Mas, mais do que penas de prisão, as ações das Pussy Riot trouxeram-lhes um público mundial que concordam com a sua mensagem e para a música pós-feminista que fazem enquanto banda punk. Seis anos depois das primeiras condenações, a banda continua firme e forte contra o regime de Putin e expandiu a sua ira até Donald Trump, como é visível no single ‘Make America Great Again’ do EP, ‘XXX’, lançado em 2016″, frisa a organização do festival.

Ao vivo, Pussy Riot, apostam no eletro rap e nas coreografias artísticas.  “As recentes actuações têm sido descritas como uma celebração estática dos temas da música de libertação e inclusão de grupos marginalizados e como uma revolta dançante que será difícil de combater.

Depois do lançamento da nova música, “Elections”, no dia das eleições presidenciais russas em maio, o grupo punk político é a mais recente confirmação no festival Vodafone Paredes de Coura.

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