Contagens, para que servem afinal?

Olho para o mundo e vejo tantas belezas, tanta vida, tanto movimento. Mas, me sinto presa, incapaz, medida, comedida e proibida.

Quem nos fez a maldade de contar o tempo?
De marcar territórios?
De delimitar possibilidades, desejos e sonhos?

Com toda a certeza, esse ser que teve a brilhante ideia de contar a vida não percebeu o grande mal que criou:

Temos o mundo, mas somos impossibilitados de conhecê-lo, sem antes ultrapassarmos diversos limites burocráticos e econômicos;

Temos a vida, mas não podemos vivê-la como queremos, pois existe o dever, os papéis a serem preenchidos, a mórbida rotina de gerar ônus para assim ‘aproveitar a vida’.

Por que simplesmente, não vivemos do que o mundo dá, sem excessos, sem grandes ambições, sem o desejo guloso de ser poderoso e ter sempre mais?

Por que não nos contentamos com o que temos e somos? Se há um mundo todo vivendo do que o próprio mundo pode dar?

Sonho, utopia, ideologia de uma sociedade alternativa para a mudar a rotina de quem prefere olhar pela janela e ver o quadro belo e vivo da vida, à mórbida rotina de fazer o que a sociedade ordena.

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